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11 dezembro 2010 / Lígia 'lilly' Freitas

Mudança de blog (again and again)

Então, migrei todo o conteúdo deste blog (bem, quase todo) pra http://blog.lfreitas.info.

Pretendo falar sobre as mesmas coisas que falava assim, com exceção das besteiras e coisas relacionadas a gays.

:)

23 agosto 2010 / Lígia 'lilly' Freitas

Etiqueta no Skype (e em outros lugares da Internet)

Crossposting: Biblioteconomia de Babel

tradução por Lígia ‘lilly’ Freitas e FernandoP em 23 ago. 2010

Etiqueta no Skype, por Michael Arrington

Post original: http://techcrunch.com/2010/08/22/skype-etiquette
Acesso em: 22 ago. 2010.

O Skype é uma das mais importantes ferramentas sociais e de trabalho que uso. É quase perfeito. Exceto que vocês estão o usando para me deixar maluco.

Ele ficou na minha lista de produtos “que não se pode viver sem” pelos últimos cinco anos, e mais recentemente a função de compartilhamento de tela fez do Skype uma ferramenta de produtividade ainda mais importante.

O que eu mais gosto no Skype é que você pode usá-lo para chat, ou áudio, ou vídeo. É uma ferramenta extremamente versátil e a maioria das pessoas no mundo das startups# o usa como seu principal aplicativo de mensageiro instantâneo (IM). Não está nem próximo à popularidade do Windows Live Messenger com seus 303 milhões de usuários mensais no mundo, ou à do Yahoo, com 79 milhões. Mas está numa sólida quarta posição com 18 milhões de usuários por mês, segundo a Comscore (apenas a função de IM). O número real é provavelmente mais alto do que este.

Muitas pessoas sabem que gosto de usar o Skype para me comunicar, e recebo várias mensagens. E estou começando a ficar meio maluco com o modo que as pessoas estão o usando. Portanto, é hora de uma introdução amistosa sobre a etiqueta adequada no Skype. Muitas destas dicas úteis também serão úteis para pessoas usando diferentes mensageiros instantâneos.

Não é uma conversa até que os dois lados estejam comprometidos. Só porque eu não bloqueei você no Skype não significa que você tem uma porta aberta para o meu cérebro. A melhor maneira de começar uma conversa no Skype é enviar uma mensagem dizendo algo tipo “você está livre?”. Se eu responder, então estamos entendidos. Se não, não leve para o lado pessoal. E não comece a disparar o que quer que você queira dizer. Um número grande demais de interações comigo se parecem com isso:

Você: Hey Mike
Você: Mike!
Você: Você está
Você: aí?
Você: Bem, eu realmente queria conversar com você sobre
Você: [longa mensagem]
Você: Ei! Vc tá aí?
Você: Oooooiiii
Você: Ei!
Você: Que seja. Obrigada por me ignorar. Idiota.
Eu (uma hora depois): Hm, ok.

Conversar por mensagens instantâneas é tanto síncrono, quanto assíncrono. Às vezes uma conversa pode ser ambos. Eu não me ofendo se alguém sai de uma conversa sem avisar e volta uma hora ou um dia depois. Você também não deveria.

Inicie a conversa educadamente e espere que a outra pessoa diga alguma coisa antes de disparar o assunto. Se não responderem, diga algo como “Parece que você não está online, vou lhe mandar um e-mail.”. E então mande um e-mail.

Não abuse do botão Enter. Eu sei – suas mensagens são extremamente urgentes. Então, em vez de digitar frases completas, você apenas
aperta o enter no meio de uma fra
se. Ou de uma palavra.

Dessa maneira o leitor pode saber o que vocês está dizendo no início da frase, antes de você digitar até o final!

As configurações padrão do Skype são de muitas mensagens de notificação ao mesmo tempo. Toda vez que você aperta o enter, meu computador faz beep. Isso é muito irritante. Faça frases inteiras, até parágrafos, na caixa antes de apertar enter. As pessoas gostarão disso.

Essa é a número um das coisas que me deixam maluco no Skype, como mostrado no vídeo acima [o vídeo está no artigo original, em inglês]. Veja em tela inteira a diversão.

Não faça direto uma chamada de telefone. É educado enviar antes uma mensagem pelo chat dizendo “[está] online? Tem tempo para uma chamada rápida pelo Skype?”. É irritante quando o telefone do Skype começa a tocar aleatoriamente. Às vezes, na pressa de apertar o botão de não aceitar, eu acidentalmente aceito e lá está uma pessoa falando no último volume comigo, provavelmente com o vídeo ligado e exigindo que eu ligue o meu também. E tudo o que eu queria era um pouco de silêncio.

Chamadas de vídeo não são um direito divino. Só porque você quer fazer chamada de vídeo agora não significa que eu quero. Eu posso estar apenas de cuecas, por exemplo, que é quando eu blogo melhor. Sinta-se à vontade para habilitar seu vídeo, se quiser. E, se eu quiser, eu vou habilitar meu vídeo. Se eu não fizer, por que mencionar?

Se você ligar seu vídeo, note que você se tornou parte do meu teste psicológico informal. O padrão é que você veja a si mesmo no canto inferior esquerdo do aplicativo do Skype. A maioria das pessoas se checa constantemente e muda um pouco de posição ou algo do tipo. Eu não comentarei, mas acho engraçado ver a percentagem do tempo da chamada que você passará olhando para si mesmo.

Não presuma confidencialidade. A pior coisa que eu já fiz foi mandar uma mensagem pelo Skype a alguém, com pressa, para confirmar uma história. E acontece que a pobre pessoa estava usando seu laptop para uma apresentação a um grupo de colegas de trabalho. E minha mensagem no Skype apareceu na tela para todos verem. Coisas ruins aconteceram na sequência. Desde então, eu sempre começo com algo leve e espero a pessoa entrar na conversa antes de pular para um assunto delicado. Frequentemente há outras pessoas olhando para minha tela, também. Então seja cuidadoso em jogar informações confidenciais por aí antes de saber quem está lendo.

Para mais dicas sobre comunicação humana com bloggers sensíveis, leia meu post Greetings! Em nota complementar, meu emoticon secreto favorito do Skype é (mooning).

22 agosto 2010 / Lígia 'lilly' Freitas

TCC

Ok. Acho que to entrando no clima do TCC — já comecei a sonhar com ele.

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Desenterrando isso daqui.

30 agosto 2009 / Lígia 'lilly' Freitas

Mestrado, er…

Ultimamente ando numa crise com o curso/profissão e to achando que fazer Mestrado pode ser uma boa. Se eu continuar com essa ideia por mais um tempo, claro.
A ideia é estudar afoo ano que vem, mas já comecei a me informar de como é feita a seleção [parte 1].

A questão é que eu não sei se isso é uma boa ideia. Porque?

Bem… eu acho que não existe ciência, pesquisa de verdade, em Ciências da Informação/Biblioteconomia.

Eu já tinha essa ideia antes, mas depois de fazer a disciplina de Comunicação Científica, semestre passado, me convenci de que sou conservadora no que diz respeito à ciência.

Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas não têm “pesquisa”. Bom, até pode ter, mas não me parecem “ciência”. Qual a utilidade em estudar, sei lá, Antropologia? História? Ciências da Informação/Biblioteconomia?
Não é que eu seja contra isso, só acho meio… inútil.

As pesquisas em ciências duras/exatas, mesmo que não tenham uma aplicação prática naquele momento, servirão para futuras aplicações. Não vejo essa aplicabilidade em Sociais/Humanas.

Apesar disso, eu acho interessante ficar estudando. Mais por egoísmo que por outro motivo.
Isso é bem o que o Meadows (1999) mostra na Tabela 12 (p. 80): 96,9% ingressam na pós-graduação para “continuar o desenvolvimento intelectual”, contra 74,1% para “servir melhor à humanidade”, por exemplo.

A questão é: não quero ser professora. Não só porque não me sinto capaz de ensinar algo pra alguém, mas principalmente porque não eu interesso muito por isso.
Bom, não sei muito bem pelo que exatamente me interesso, então…

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MEADOWS, A.J. A comunicação científica. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1999.

30 agosto 2009 / Lígia 'lilly' Freitas

Preparação para o Mestrado, pt. 1

De início, olhei o Mestrado em Ciência da Informação em três universidades: UFMG, UNESP e UFRGS.
[Tá, na UFRGS é Comunicação e Informação, mas é o que tem na área, por enquanto]

Comecei olhando o Mestrado na ECI/UFMG.

As linhas de pesquisa são as seguintes:

O processo de seleção para 2010 divide-se em quatro etapas:

  • Primeira etapa (caráter eliminatório e classificatório)
    Análise do pré-projeto, do curriculum vitae e da adequação do pré-projeto às temáticas de pesquisa do(s) orientador(es) indicados pelo candidato.
  • Segunda etapa (caráter exclusivamente eliminatório)
    Prova escrita de inglês instrumental.
  • Terceira etapa (caráter eliminatório e classificatório)
    Prova escrita dissertativa sobre conteúdos da área da Ciência da Informação.
  • Quarta etapa (caráter eliminatório e classificatório)
    Defesa oral do pré-projeto de pesquisa seguida de argüição pela banca examinadora.

A primeira etapa, aparentemente, não é presencial (não há datas no Edital para 2010), pois esses documentos são necessários para a inscrição;

Dá para pedir dispensa da segunda etapa se tiver sido aprovada em testes tipo TOEFL e IELTS — eu já pretendia fazer o TOEFL de qualquer maneira, então vai ser a primeira providência a ser tomada;

A terceira e a quarta etapa são presenciais, obviamente, então seria necessário ficar umas duas semanas em Belo Horizonte.

Da bibliografia [em anexo no Edital] a única coisa que conheço é Castells, que li um pouco pra alguma disciplina no início do curso. Ou seja, muita coisa pra ler/estudar, como já era de se esperar…

Depois olhei o Mestrado na UNESP/Marília.

As linhas de pesquisa são as seguintes:

  • Informação e Tecnologia;
  • Produção e Organização da Informação;
  • Gestão, Mediação e Uso da Informação.

O processo seletivo para 2009 divide-se em três etapas:

  • Primeira etapa : Avaliação do Projeto de Pesquisa e do Currículo Lattes
  • Segunda etapa : Entrevista Coletiva
  • Terceira etapa : Entrevista Individual

Me parece estranho não ter prova teórica nem defesa do projeto…

Por fim, olhei o Mestrado na FABICO/UFRGS.

As linhas de pesquisa são as seguintes:

  • Informação, Redes sociais e Tecnologia;
  • Jornalismo e processos editoriais;
  • Linguagem e culturas da imagem;
  • Mediações e representações culturais e políticas.

O processo seletivo para 2010 divide-se em três etapas:

  • Primeira etapa (caráter eliminatório) : Prova de capacitação em Comunicação e Informação e Prova de capacitação em língua inglesa
  • Segunda etapa : Avaliação do Curriculum Vitae e do Anteprojeto de Dissertação
  • Terceira etapa : Entrevista com o candidato

________________________________

O valor das inscrições são os seguintes:

UFMG: R$ 83,60 (2010)

UNESP: R$ 39,00 (2009)

UFRGS: R$ 250,00 (2010)

________________________________

Nota dos cursos de Mestrado Acadêmico em Ciência da Informação pela CAPES:

Ciência da Informação

Nota 5: UNESP/MAR
Nota 4: UFBA, UFRJ, UFF, USP
Nota 3: UFPB/J.P., UFPE, UFSC

Ciências da informação

Nota 4: UNB, UFMG, UFF

Comunicação e informação

Nota 4: UFRGS

Fonte: CAPES

Observação 1: Incluí o da UFRGS de Comunicação, já que não tem específico de C.I.

Observação 2: na UEL a pós é “Gestão da Informação”, mas só tem Mestrado profissional, então não entra na lista.

11 abril 2009 / Lígia 'lilly' Freitas

Migrando do Windows XP pro Ubuntu

Continuando o Primeiras impressões do Ubuntu (dois meses depois)…

  • O PHL pra Linux não deu muito certo aqui — tampouco o pro Wine. Então continuo sem.
  • To usando o Amarok pra ouvir músicas e o Rhythmbox pro iPod (ele quebra o galho com o iPod, mas se precisa formatar, por exemplo, não serve). Não cheguei a testar loucamente os players.
  • Não me dei bem com o GIMP (assim como não me dava bem com o Photoshop) – mas o Fireworks no Wine funciona bem o suficiente.
  • Impressora: só instalei o HPLIP e a impressora (uma multifuncional 1200 series) funciona perfeitamente, sem nenhuma configuração extra! Ainda não testei nem o scanner nem imprimir pela rede…
  • Pra editar/gerenciar as tags das mp3, to com o Tag Tool — ainda não mexi muito, mas me parece ter todas as funcionalidades do Tag&Rename que eu usava;
  • Não gostei que o Gerenciador de Rede wireless pede senha pra ser ativado.

Acho que falta um pouco de boa vontade por parte dos desenvolvedores do Ubuntu pra facilitar a vida de pessoas que não sabem nada além de mexer no Windows. Não que seja difícil… mas acho que eu não instalaria Ubuntu (ou qualquer outra distribuição de Linux) se não tivesse amigos/conhecidos que sabem mexer bem e possam me socorrer (né Fefo e Will?). Claro que tem fóruns e tutoriais e tudo mais… mas podia ser mais amigável. E isso considerando que eu não sou uma usuária iniciante, digamos assim.

Por exemplo, ainda não consegui uma maneira fácil pra atualizar o BR Office da versão 2.4 pra 3.0. Tentei de um jeito que estragou tudo e tive que desinstalar/reinstalar algumas vezes até voltar a funcionar a versão antiga. Não precisva ser tão chatinho assim.

Então, a ideia desse post é reunir algumas soluções e dicas na transição Windows XP -> Ubuntu 8.10 Intrepid.
Conforme eu for usando, vou adicionar conteúdo aqui.

A primeira e mais importante dica é: mexa, vasculhe, procure as coisas. Em Sistema/Centro de controle, por exemplo, há váárias coisas pra mexer/alterar.

Para ver arquivos .rmvb: adicionei o Medibuntu nos repositórios do Gerenciador de Pacotes Synaptic e instalei o w32codecs. Nota: acrescentar o nome da distribuição — no meu caso, ficou http://packages.medibuntu.org/ intrepid.

Mudando a aparência…

Tela de login — GDM
Gnome-look

Temas (controles, cores, margem das janelas) — GTK 2.x
Gnome-look

Tela de abertura – Splash screen
Gnome Art
Gnome-look

Nota: pra instalar as splash screen, tive que digitar o seguinte (tirei daqui):

sudo apt-get install gnome-splashscreen-manager

Chrome para Linux: CrossOver Chromium [acho ele meio tosco, mas quebra o galho de quem quer usar o Chrome do Google enquanto só há versão oficial para Windows] — tem também pro Mac OS X.

–x–

Dicas de sites:

Como instalar tudo em Ubuntu

Linux acessível

–x–

Algumas diferenças (a título de curiosidade):

  • Atalhos diferenciados — inclusive nos programas (os do sistema operacional evidentemente que seriam diferentes);
  • Atalhos ‘globais’ — dá pra ver e alterar os atalhos (global shortcuts) facilmente.
  • Não tem clique direito+arrastar arquivo = opção pra mover/copiar/criar atalho;
  • Print screen — ele já abre uma tela pra salvar a captura de tela (tipo a extensão Screengrab do Firefox). Se usar o atalho alt+print screen, ele salva só a imagem da janela que tá em foco, ignorando todo o resto (barras de ferramentas, outras janelas abertas mas não em foco, etc.);
  • A visão dos arquivos nas pastas é de três tipos: compacta (equivalente à ‘lista’ do XP), em ícones (equivalente a ‘miniaturas’), em lista (mistura de ‘detalhes’ com Windows Explorer).

–x–

Minha área de trabalho atual no GNOME:


Clique pra ver no tamanho original (1280×800).

–x–

Ok, como bem lembrado pelo Fefo, tudo que postei até agora era com o GNOME.

Instalei o KDE4 agora, então veremos o que muda ;)

19 março 2009 / Lígia 'lilly' Freitas

Ferramentas de “Web 2.0″ para bibliotecas

Antes do texto em si, uma explicação: é um texto para iniciantes (for dummies) e não diz nada de novo pras pessoas que eu sei que lêem isso daqui. Escrevi pra disciplina de Estudos de comunidades e usuários e eu achei que ficou legal, prum texto meio introdutório e feito em cima da hora. Não entrarei no mérito da denominação “2.0″, isso é pra outro post.

Como a Web 2.0 pode colaborar para o relacionamento da Biblioteca com seus usuários? Quais as ferramentas que a Biblioteca pode utilizar para se comunicar com os usuários na Web 2.0, quais as características e vantagens de cada uma?

A Web 2.0 tem muito a contribuir para a relação das Biblioteca e seus usuários, pois possibilita uma nova forma de realizar os serviços de referência e de disseminação seletiva da informação, através da Internet. Elas possibilitam uma maior comunicação com os usuários e, principalmente, um feedback mais eficiente.

Algumas das ferramentas que podem ser utilizadas por bibliotecas são: blogs, microblogs, marcadores sociais e agregadores de notícias, para citar apenas alguns exemplos.

O blog, apesar de ser mais conhecido como “diário on-line”, é uma ferramenta de fácil atualização que permite disponibilizar conteúdos mais dinâmicos aos usuários – o que amplia as possibilidades de conteúdo em relação ao site, que costuma ser mais estático. Em geral são organizados por data, o que permite a posterior recuperação das atividades realizadas pela biblioteca em determinado período. É possível organizar o conteúdo em tags (marcadores) e categorias – o que também facilita na recuperação do que já foi publicado. Outro diferencial é a possibilidade de fazer comentários – dessa maneira, o usuário pode entrar em contato direto com a biblioteca e sugerir, criticar ou simplesmente comentar o que está sendo publicado. O blog pode ser hospedado em diversos lugares: no próprio site da biblioteca ou em ferramentas gratuitas, como o WordPress e o Blogger (do Google).

Fenômeno relativamente recente (principalmente no Brasil) são os microblogs –  com destaque para o Twitter, que é a ferramente mais conhecida e utilizada. Similar aos blogs pela fácil atualização, o Twitter possibilita, como diferencial, uma atualização em tempo real e restrita a 140 caracteres – ou seja, são atualizações rápidas, em geral informando algo que está acontecendo (novas aquisições, exposições, palestras) ou que algo foi atualizado (o site, por exemplo). Com a possibilidade de responder diretamente a uma postagem, o serviço de referência toma novos rumos – os usuários poderiam fazer perguntas diretas à biblioteca e ter resposta imediata, sem ser necessário ir à instituição ou abrir o e-mail.

Os marcadores sociais (mais conhecidos pelo termo em Inglês: social bookmarking) permitem compartilhar e divulgar páginas favoritas. Em vez de restringir as páginas que têm conteúdo importante ao computador da biblioteca, por exemplo, é possível compartilhar e organizar (com marcadores e categorias, tal como nos blogs) esses favoritos. Uma biblioteca pode utilizar essa ferramenta como etapa inicial do processo de referência, disponibilizando páginas (que podem direcionar diretamente a vídeos, imagens, texto, qualquer tipo de documento on-line) organizadas por assuntos e instruindo os usuários a buscar naqueles sites as informações que precisam para consultas rápidas. Também é possível indicar favoritos às pessoas que fazem parte da sua rede – com isso, os usuários poderiam indicar sites que acham relevantes à biblioteca e complementar essa fonte de informações referenciais. Como exemplos, é possível citar: del.icio.us, ma.gnolia, Diigo e StumbleUpon.

Por fim, outra ferramenta muito utilizada – e que é integrada à praticamente todas as outras ferramentas Web 2.0 e a diversos sites – são os agregadores de notícias (também conhecidos por feeds ou RSS). Eles possibilitam que todo e qualquer conteúdo que seja atualizado em sites, blogs, microblgs, marcadores sociais, etc., sejam enviados ao e-mail ou a uma outra ferramenta (como exemplo: Google Reader, Bloglines, Netvibes; os navegadores Internet Explorer, Firefox, Opera também possuem essa ferramenta). No caso de bibliotecas, elas poderiam utilizar-se dessa ferramenta para manterem-se atualizadas e, posteriormente, divulgar as notícias mais relevantes aos seus usuários. O ponto mais importante dos agregadores é que eles possibilitam que a informação vá até o usuário, e não o contrário. Eles também são usados para a disseminação seletiva da informação – é possível receber atualizações somente de uma categoria e/ou marcador do blog, por exemplo, possibilitando que o usuário receba apenas informações de seu interesse.

Em suma, uma das grande vantagens do uso de ferramentas Web 2.0 é a possibilidade de atingir tanto os usuários reais quanto os potenciais – os que não conhecem e/ou não freqüentam a biblioteca podem passar a fazê-lo por achar importantes as informações compartilhadas na Internet, através dessas diversas ferramentas. Considerando a importância de atingir principalmente os usuários potenciais, é de se levar a sério essas novas ferramentas e oportunidades de comunicação.

Exemplifique o caso de alguma Biblioteca que você conheça que utilize estes recursos.
Encontrei diversas bibliotecas que utilizam uma ou mais ferramentas da chamada Web 2.0. Abaixo cito algumas das instituições, separados por tipo de ferramenta que utiliza.

Blogs:
Biblioteca Central da UFRGS
Biblioteca da UNISINOS
Biblioteca da FEEVALE

Twitter:
Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo
Fundação Biblioteca Nacional
Biblioteca Municipal de Grândola (Portugal)
American Library Association (ALA, Estados Unidos)
Cleveland Public Library (Estados Unidos)
Ada Community Library (Estados Unidos)
City of Casa Grande Library (Estados Unidos)

Delicious:
Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo
Biblioteca da Escola E.B. 2,3/Secundária de Baião (Portugal)
Faculdade de Economia da Universidade do Porto (Portugal)

Alguns artigos relacionados (e de onde tirei alguns dos links):

Bibliotecas e a web 2.0: tirando vantagem das ferramentas disponíveis, do Web Librarian

Web 2.0 e as bibliotecas: compartilhando bookmarks, do Web Librarian

Twitter 101, tools, mashups, estudos de caso e bibliotecas que utilizam

del.icio.us libraries, da Angela C.W.

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