Pânico de semi-conhecidos

Odeio lugar com semi conhecidos.
Por semi-conhecidos, entenda-se:
a) ex qualquer coisa: colega, amiga/amigo, namorada/namorado.
b) vizinhos: o carinha do bar da esquina, a manicure do salão da frente, a mulher que uma vez teve um armazém ali perto, vizinhos de prédio…
c) aquele(a) amigo(a) do(a) primo(a) do teu(tua) amigo(a), sabe? que tu saiu/viu uma vez numa festa.
d) pessoas que tu encontra nas festas ou bares ou outros lugares que costuma freqüentar.
e) colegas de faculdade, mas que não são da tua turma, que são colegas dos teus amigos e que, no máximo, tu dá oi na faculdade.
f) etc.

Eu prefiro estar num ambiente com pessoas totalmente desconhecidas — ou num com amigos e conhecidos — a estar num ambiente com dois, três ou 15 semi-conhecidos.
Fico totalmente sem graça nessas situações, mesmo que a(s) pessoa(s) nem estejam aí pra mim — e não é que eu queira que elas me notem, simplesmente preferia que não estivessem ali. Eu acabo me importando demais com isso, independente da “categoria” de semi-conhecido. Pior é quando é daquelas pessoas que nem tu — nem ela — tem certeza se se conhecem. Daí ficam se olhando tentando lembrar ou esperando que a outra venha dar oi ou dar um sinal de que é conhecida mesmo.

E é por isso que eu preciso ficar longe daqui um tempo. Tudo que é lugar que eu vou tem esses malditos semi-conhecidos. Ou até uns que eu nem sei, mas que conhecem alguém que me conhece e sabem quem eu sou — não me julgo tão conhecida assim, mas quase 21 anos na mesma cidade, dois colégios, um cursinho, faculdade, curso de alemão, festas e mirc fez eu <i>conhecer </i> bastante gente.

Prefiro o anonimato. Aquelas festas em Sampa foram ótemas exatamente por isso: tava apenas com uma amiga e o resto tudo desconhecido, ou seja, ninguém poderia sequer me julgar, afinal me viram naquelas duas noites e nunca mais.

Ou talvez meu problema seja esse:

O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.

Da timidez / Luis Fernando Verissimo
In Comédias da vida pública / Luis Fernando Verissimo. — [Porto Alegre] : L&PM, [199-?]. — p. 324-325.

Na falta de uma fonte mais confiável, tirei deste blog, mas já li a crônica no livro]

4 Responses to “Pânico de semi-conhecidos”

  1. Tímida com megalomania? Pois é, olhando bem teu flickr, me dei conta de que já te vi na rua, mais de uma vez. Sou uma quase conhecida, hehehe.

  2. Eu sou uma semi-conhecida pra ti? Não me odeie… T_T

  3. Não é que eu odeie semi-conhecidos… eu odeio lugares com.
    E, no teu caso, Dora, não nos encontramos por aí, já que moramos em cidades diferentes; mas, se te encontrasse, eu falaria numa boa contigo :P

  4. Iêi!!! \o/

    Igualmente :}

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