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19 março 2009 / Lígia 'lilly' Freitas

Ferramentas de “Web 2.0″ para bibliotecas

Antes do texto em si, uma explicação: é um texto para iniciantes (for dummies) e não diz nada de novo pras pessoas que eu sei que lêem isso daqui. Escrevi pra disciplina de Estudos de comunidades e usuários e eu achei que ficou legal, prum texto meio introdutório e feito em cima da hora. Não entrarei no mérito da denominação “2.0″, isso é pra outro post.

Como a Web 2.0 pode colaborar para o relacionamento da Biblioteca com seus usuários? Quais as ferramentas que a Biblioteca pode utilizar para se comunicar com os usuários na Web 2.0, quais as características e vantagens de cada uma?

A Web 2.0 tem muito a contribuir para a relação das Biblioteca e seus usuários, pois possibilita uma nova forma de realizar os serviços de referência e de disseminação seletiva da informação, através da Internet. Elas possibilitam uma maior comunicação com os usuários e, principalmente, um feedback mais eficiente.

Algumas das ferramentas que podem ser utilizadas por bibliotecas são: blogs, microblogs, marcadores sociais e agregadores de notícias, para citar apenas alguns exemplos.

O blog, apesar de ser mais conhecido como “diário on-line”, é uma ferramenta de fácil atualização que permite disponibilizar conteúdos mais dinâmicos aos usuários – o que amplia as possibilidades de conteúdo em relação ao site, que costuma ser mais estático. Em geral são organizados por data, o que permite a posterior recuperação das atividades realizadas pela biblioteca em determinado período. É possível organizar o conteúdo em tags (marcadores) e categorias – o que também facilita na recuperação do que já foi publicado. Outro diferencial é a possibilidade de fazer comentários – dessa maneira, o usuário pode entrar em contato direto com a biblioteca e sugerir, criticar ou simplesmente comentar o que está sendo publicado. O blog pode ser hospedado em diversos lugares: no próprio site da biblioteca ou em ferramentas gratuitas, como o WordPress e o Blogger (do Google).

Fenômeno relativamente recente (principalmente no Brasil) são os microblogs –  com destaque para o Twitter, que é a ferramente mais conhecida e utilizada. Similar aos blogs pela fácil atualização, o Twitter possibilita, como diferencial, uma atualização em tempo real e restrita a 140 caracteres – ou seja, são atualizações rápidas, em geral informando algo que está acontecendo (novas aquisições, exposições, palestras) ou que algo foi atualizado (o site, por exemplo). Com a possibilidade de responder diretamente a uma postagem, o serviço de referência toma novos rumos – os usuários poderiam fazer perguntas diretas à biblioteca e ter resposta imediata, sem ser necessário ir à instituição ou abrir o e-mail.

Os marcadores sociais (mais conhecidos pelo termo em Inglês: social bookmarking) permitem compartilhar e divulgar páginas favoritas. Em vez de restringir as páginas que têm conteúdo importante ao computador da biblioteca, por exemplo, é possível compartilhar e organizar (com marcadores e categorias, tal como nos blogs) esses favoritos. Uma biblioteca pode utilizar essa ferramenta como etapa inicial do processo de referência, disponibilizando páginas (que podem direcionar diretamente a vídeos, imagens, texto, qualquer tipo de documento on-line) organizadas por assuntos e instruindo os usuários a buscar naqueles sites as informações que precisam para consultas rápidas. Também é possível indicar favoritos às pessoas que fazem parte da sua rede – com isso, os usuários poderiam indicar sites que acham relevantes à biblioteca e complementar essa fonte de informações referenciais. Como exemplos, é possível citar: del.icio.us, ma.gnolia, Diigo e StumbleUpon.

Por fim, outra ferramenta muito utilizada – e que é integrada à praticamente todas as outras ferramentas Web 2.0 e a diversos sites – são os agregadores de notícias (também conhecidos por feeds ou RSS). Eles possibilitam que todo e qualquer conteúdo que seja atualizado em sites, blogs, microblgs, marcadores sociais, etc., sejam enviados ao e-mail ou a uma outra ferramenta (como exemplo: Google Reader, Bloglines, Netvibes; os navegadores Internet Explorer, Firefox, Opera também possuem essa ferramenta). No caso de bibliotecas, elas poderiam utilizar-se dessa ferramenta para manterem-se atualizadas e, posteriormente, divulgar as notícias mais relevantes aos seus usuários. O ponto mais importante dos agregadores é que eles possibilitam que a informação vá até o usuário, e não o contrário. Eles também são usados para a disseminação seletiva da informação – é possível receber atualizações somente de uma categoria e/ou marcador do blog, por exemplo, possibilitando que o usuário receba apenas informações de seu interesse.

Em suma, uma das grande vantagens do uso de ferramentas Web 2.0 é a possibilidade de atingir tanto os usuários reais quanto os potenciais – os que não conhecem e/ou não freqüentam a biblioteca podem passar a fazê-lo por achar importantes as informações compartilhadas na Internet, através dessas diversas ferramentas. Considerando a importância de atingir principalmente os usuários potenciais, é de se levar a sério essas novas ferramentas e oportunidades de comunicação.

Exemplifique o caso de alguma Biblioteca que você conheça que utilize estes recursos.
Encontrei diversas bibliotecas que utilizam uma ou mais ferramentas da chamada Web 2.0. Abaixo cito algumas das instituições, separados por tipo de ferramenta que utiliza.

Blogs:
Biblioteca Central da UFRGS
Biblioteca da UNISINOS
Biblioteca da FEEVALE

Twitter:
Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo
Fundação Biblioteca Nacional
Biblioteca Municipal de Grândola (Portugal)
American Library Association (ALA, Estados Unidos)
Cleveland Public Library (Estados Unidos)
Ada Community Library (Estados Unidos)
City of Casa Grande Library (Estados Unidos)

Delicious:
Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo
Biblioteca da Escola E.B. 2,3/Secundária de Baião (Portugal)
Faculdade de Economia da Universidade do Porto (Portugal)

Alguns artigos relacionados (e de onde tirei alguns dos links):

Bibliotecas e a web 2.0: tirando vantagem das ferramentas disponíveis, do Web Librarian

Web 2.0 e as bibliotecas: compartilhando bookmarks, do Web Librarian

Twitter 101, tools, mashups, estudos de caso e bibliotecas que utilizam

del.icio.us libraries, da Angela C.W.

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